Pós-graduandos da UEA participam de imersão internacional sobre desenvolvimento sustentável entre Amazônia e Mata Atlântica

Atividade reuniu estudantes de pós-graduação do Brasil e dos Estados Unidos em uma imersão voltada à construção de soluções sustentáveis para os biomas Amazônia e Mata Atlântica.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED/UEA), participou da edição 2026 do curso Biocaminhos: Perspectivas do Desenvolvimento Sustentável entre Amazônia e Mata Atlântica, realizado entre os dias 31 de maio e 13 de junho, nos estados do Amazonas e da Bahia.

Representando a instituição, participaram da atividade a mestranda Bruna Talita de Souza Gomes, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED), e os mestrandos Adriana dos Santos Arevalo e Carlos Adriano Marinho Nogueira, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia (PPGBNRA).

A iniciativa reuniu 18 estudantes de pós-graduação de universidades brasileiras e norte-americanas em uma imersão bilíngue e presencial nos municípios de Manaus e Novo Airão (AM), além de Ilhéus, Serra Grande e Itacaré (BA). O objetivo foi proporcionar aos participantes uma visão inter e transdisciplinar sobre os desafios do desenvolvimento sustentável, estimulando a construção de soluções para demandas sociais, ambientais e econômicas presentes nos territórios visitados.

O curso é resultado da cooperação entre a UEA, por meio do Prof. Dr. Jair Max Furtunato Maia, a Universidade do Colorado em Boulder (EUA), representada pela Dra. Colleen Mary Scanlan Lyons, e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), sob coordenação da Prof.ª Dra. Romari Alejandra Martinez Montano.

Durante a programação, os participantes realizaram visitas técnicas, atividades de campo e encontros com representantes de instituições governamentais e não governamentais, além de lideranças comunitárias, ampliando o conhecimento sobre experiências relacionadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento local.

As atividades foram desenvolvidas a partir de quatro eixos temáticos: bioeconomia, mercados e cadeias de abastecimento; turismo sustentável, ecoturismo e comunidades; sustentabilidade, alimentação e florestas; e mudanças climáticas, resiliência e comunidades florestais rurais.

Para a mestranda do PPGED, Bruna Talita de Souza Gomes, a experiência possibilitou uma compreensão mais ampla sobre os desafios enfrentados pela Amazônia e pela Mata Atlântica diante das mudanças climáticas.

“Viver essa disciplina imersiva foi uma experiência transformadora. Foi um mergulho na Amazônia, em Manaus e Novo Airão, e na Mata Atlântica, nas cidades de Ilhéus, Serra Grande e Itacaré. Consegui compreender a dimensão dos impactos dos eventos climáticos extremos sobre as populações e a economia de agricultores familiares tanto no Amazonas quanto na Bahia. A disciplina ampliou meus horizontes sobre as perspectivas para o desenvolvimento sustentável desses dois importantes biomas”, destacou.

Segundo a pesquisadora, a convivência com estudantes e pesquisadores de diferentes instituições fortaleceu o intercâmbio de conhecimentos e a construção coletiva de soluções para desafios socioambientais.

Durante as visitas realizadas no Amazonas, os participantes dialogaram com lideranças da comunidade Acajatuba e da comunidade indígena Maku Itá, em Novo Airão, conhecendo iniciativas e perspectivas voltadas ao desenvolvimento econômico e educacional das comunidades. Na Bahia, a programação incluiu atividades relacionadas à cadeia produtiva do cacau, além de visitas à Fundação Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata) e ao Instituto Floresta Viva.

A experiência também foi destacada pelo mestrando do PPGBNRA, Carlos Adriano Marinho Nogueira, que ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa.

“A imersão bilíngue com alunos da Universidade do Colorado em Boulder, da Universidade Estadual de Santa Cruz e da Universidade do Estado do Amazonas foi uma experiência incrível. O maior desafio não foi a diferença entre os idiomas, mas encontrar soluções que funcionassem tanto para a Amazônia quanto para a Mata Atlântica em contextos totalmente diferentes. Depois de muita troca de ideias e aprendizado, conseguimos chegar a uma proposta que beneficiava os dois biomas”, afirmou.

Para Carlos, a interação entre estudantes de diferentes áreas e nacionalidades contribuiu para o crescimento acadêmico e profissional dos participantes.

“Foi uma experiência de muito crescimento pessoal e profissional, colaboração e conexão entre diferentes realidades. A oportunidade de trabalhar em equipe com pessoas de diferentes formações e contextos ampliou nossa compreensão sobre os desafios da sustentabilidade e reforçou a importância do diálogo na construção de soluções para problemas comuns”, completou.