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Instituições ampliam cooperação científica e fortalecem estratégias de internacionalização da pós-graduação
As universidades estaduais brasileiras deram um passo estratégico rumo à ampliação da sua presença global. A iniciativa, debatida durante encontro sediado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), marca o início de uma articulação nacional voltada à internacionalização da pós-graduação e ao fortalecimento da cooperação científica entre instituições de diferentes regiões do país.
O movimento integra a criação da rede SustentNet, vinculada ao programa Capes Global, e reúne universidades estaduais consideradas estratégicas em seus territórios, como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além de instituições de Santa Catarina, Bahia e Mato Grosso. A proposta tem caráter estruturante e prevê ações ao longo de cinco anos, com foco na integração acadêmica e na ampliação da inserção internacional dessas universidades.

Papel das universidades estaduais
Durante o encontro, o debate destacou a relevância das universidades estaduais no cenário nacional. Para o Prof. Dr. Roberto Mubarac, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, essas instituições têm papel essencial na formação acadêmica do país, mas ainda enfrentam desafios na consolidação da pós-graduação.
“Embora representem cerca de 40% a 45% da graduação pública no país, essas instituições concentram aproximadamente 25% da pós-graduação. A criação de redes como a SustentNet é vista como uma estratégia para ampliar a visibilidade e a capacidade de desenvolvimento dessas universidades”, destacou.
A fala evidencia um ponto central da política científica brasileira: apesar da forte atuação no ensino de graduação, as universidades estaduais ainda buscam ampliar sua participação e reconhecimento internacional na pós-graduação cenário que iniciativas como a SustentNet pretendem transformar.
UEA e a estratégia de internacionalização
A participação da UEA reforça o compromisso da instituição com a expansão de sua atuação internacional, especialmente no contexto amazônico. Ao integrar uma rede nacional colaborativa, a universidade amplia oportunidades de intercâmbio acadêmico, desenvolvimento de pesquisas conjuntas e acesso a redes globais de conhecimento.
Além disso, a inserção da UEA em uma agenda internacional fortalece sua capacidade de produzir ciência alinhada aos desafios regionais da Amazônia, conectando-os a debates globais sobre sustentabilidade e desenvolvimento.
Integração como caminho para o futuro
A articulação entre universidades estaduais sinaliza uma mudança de paradigma: a internacionalização deixa de ser uma ação isolada e passa a ser construída de forma coletiva, estratégica e integrada.
Com iniciativas como a SustentNet, instituições como a UEA ganham maior visibilidade no cenário global e fortalecem sua capacidade de contribuir para o avanço científico, tecnológico e social do país.