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O Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT/UEA) realizou, no dia 17 de março, no auditório do Conselho Universitário (Consuniv) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o workshop “Contaminação por Metais em Igarapés de Manaus e Desenvolvimento de Bioadsorventes Fúngicos para Remediação Ambiental”. O evento integrou as atividades de um projeto financiado pelo CNPq e reuniu pesquisadores, docentes e estudantes para discutir soluções inovadoras voltadas à qualidade da água na região amazônica.

Durante a programação, dividida entre manhã e tarde, foram abordados temas que vão desde o diagnóstico da contaminação por metais em sistemas aquáticos até o desenvolvimento de tecnologias baseadas em biotecnologia fúngica. Pela manhã, os participantes acompanharam apresentações sobre o monitoramento ambiental em igarapés de Manaus, incluindo estudos no Igarapé do Mindu e na bacia do Educandos, além de técnicas analíticas utilizadas na identificação de metais em amostras de água .
À tarde, o foco foi direcionado para soluções biotecnológicas, com destaque para o uso de fungos amazônicos na remoção de metais tóxicos. As pesquisas apresentadas envolveram o isolamento e a seleção de microrganismos tolerantes a metais, bem como o desenvolvimento de bioadsorventes capazes de contribuir para a remediação ambiental .
De acordo com o Prof. Dr. Sergio Duvoisin Junior, o workshop representa uma oportunidade estratégica de integração entre diferentes linhas de pesquisa. “É uma oportunidade do grupo ficar mais unido, permitindo a interação entre quem trabalha com monitoramento ambiental e quem atua na biotecnologia, buscando soluções conjuntas para problemas complexos”, destacou .
A pesquisadora Yuliana Padron Antonio ressaltou a importância da articulação entre diagnóstico e solução. Segundo ela, o evento evidencia como diferentes etapas da pesquisa se complementam: desde a identificação dos metais presentes no ambiente até a aplicação de técnicas de biorremediação. “É um problema de grande interesse não só para Manaus, mas para todo o Brasil, considerando a importância da bacia amazônica”, afirmou .
Coordenadora do projeto, a Prof.ª Dra. Patrícia Melchionna destacou que a iniciativa envolve parcerias nacionais e internacionais e busca propor soluções concretas a partir da biodiversidade amazônica. “A ideia é desenvolver um produto que utilize fungos da região para remover metais tóxicos das águas contaminadas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos”, explicou.
O workshop reforça o papel da UEA na produção de conhecimento científico aplicado às demandas regionais, promovendo a integração entre pesquisa, inovação e sustentabilidade, com foco na preservação dos recursos naturais da Amazônia.